terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sobre os olhos embriagados de poemas

Quero vestir os meus poemas com roupa justa
Dançar em par, criador e criatura
Embolorados, instantes, boleros
Quero me despir com música lenta
Aumentar os seios
Multiplicar a bunda
E depois paquerar uns gringos
Ou umas moças
Para me sentir inteira
Enquanto o poema me destrói
Me rasga, esfaqueia com a nanquim
O poema enciumado quer me matar sozinho
Estou em cárcere privado!
E esse poema não sai, nem me deixa sair
Fica a espreita, me tortura até eu perder o charme
Os amantes, a poesia
E me embriaga com suas rimas perfeitas
Que já sei todas, mas não consigo dizer
Escrever, desenhar
O poema está inteiro me fazendo implorar
Por uma pista
Mas ele não tem dó porque eu sou o
Meu melhor poema.

3 comentários:

  1. Lindo, lindo, lindo ! Parabéns amei mesmo.
    Tô viciado, virei frequentador do blogger , hahaha
    Parabéns.

    lagrimasdeumgaroto.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. É só ouvir teus poemas e sentir a pele arrepiar.
    Sentir cada palavra.
    Sentir contigo.
    Lindo como você, minha pequena.
    -Nina

    ResponderExcluir

(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...