sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sobre o nosso sotaque embaralhado.

O meu pé
No teu pé
É o que a gente qué
Pra corrê
Contra o quê
O destino inventá
E num adianta
Me procurá
Porque eu já
Me dei ao trabalho
E você, meu baralho,
Se embaralhou.
Eu recolho uma carta
Pra você lê
E me dizê
Se ainda dá
Pra me jurá
Que é eterno
O terno
Do amor
No fim do caderno
De dor
Que cê tinha feito
Pra mostrá pro prefeito
De SP, mas que, longe
De você
Querer mexer no mapa.
Seu negócio era
Mudá a capa
Do caderninho
Do seu miudinho
Que você amava
Como ama o H
Mas o H dele
Era consoante
E o seu H era vogal.
Como? Só você sabe
Só em você cabe
E eu sabia, mas esqueci
Porque sou ruim de memória
E magrelo de fazer rir
Mas isso já é outra estória
Eu queria mesmo era fazê um pedido:
Trás seu sotaque de volta
Aquele meio nordeste, meio SP
Por favorzinho miudinho, Fê!
Ou vou buscar e sem escolta
Dessa vez
Pois cê fez
Um escândalo por minha causa
Não devia!
Eu sofria
E te amava desde o início
Só não sabia
O que era isso
Agora sei
Mas não,
Coração,
Não será minha amada
Porque sou pá furada
E cê é poeira pura
Purinha, purinha,
Cheia de gracinha
Falando rouco
Prá conquistá
Mas desiste
Que é triste
Demais vivê
Pra morrê
De tanto nascê
Sem você.

Um comentário:

  1. Tu é tão linda que me dá vontade de te colocar no meu colo e mimar muito, Hozze.

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...