terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Meu poeta pinta à mão ao invés de ver televisão.

Ele me pintou em quadro
Morando em um sobrado
E antes que ele me deixe
Acredita que era peixe
E jurava que eu, pobre aquário
Era mar? Eu o vi como canário
Bem-te-vi, corsário, andorinha
E minha mão é pequenininha
O deixava escapar
Só que era tanto amor
Que ele voltava inteiro
Não é um pássaro guerreiro?
Olha o que amor Poeta faz
A gente nem se satisfaz
Em ser verso
É controverso
Além do disfarce de azia,
A gente faz é poesia
Pra borboleta descansar
Em teu coração, pousar
E poeta sempre vence
Tem um dom! Como convence!
Que o mundo quer se expor
Eu sei que é seu amor
Mas ele é convincente
E o mundo, de repente
Vira aquarela de tanta flor
Que ele pinta daquela cor
Que o nome é complicado
Mas combina um bocado
Com o meu vestido
E deve ter existido
Alguém pra construir
Essa casa que fez rir
Por aparecer numa tela
E que não tinha nem janela!

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