sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desfile dos mortos que se mataram por amor.

Sábios, os mortos por amor se locomovem na avenida
Os prédios, míseros túmulos alinhados em desespero
Será então, mulher apaixonada, formada em homicida
Será morte solução causa feito ao homem um degelo?

Terrível corre o desfile apático dos mortos pelo amor
A tempestade é confete pra’queles que se mataram
Céu turvo em desencontro (com horrendos gritos de dor)
Fogem - das pragas múltiplas que amantes rogaram.

Choram os mortos pelo amor pelos vivos que sofrem
Então morrem, mortos do amor, pelos mortos amados
As tripas, os sangues e as veias dos mortos sorvem
Enquanto que sua fala e seus braços seguem atados.

Malditos os apaixonados que se mataram por amar
Colidem, uns nos outros, com a cara ainda no chão
Sufocados por seus gestos loucos que ocultam o ar
Que supria o vazio desesperado de imundo coração.

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