quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que sobrou do Poetinha.

Das ruínas que se erguem sob estes arranha-céus
Faço-me prosa nas nuvens de barro e pincéis
Dentro dos Poetas que choram esboço e fogaréus
Expostos em vitrines, intactos, presos cordéis.

Todas as horas que busco uma saída, em luta errante
Descubro um fraco, pobre e desordeiro vagabundo
Escrito nos versos metrificados para a minha amante
Descubro que toda a vida se acaba em um segundo.

Havia, há tempos em mim, um homem alumiado
Um gritante, desejado e viajante desordeiro
Que sempre se refez por tantas moças, admirado
Imposto num decreto feito Poeta passageiro.

Nas noites de Lua cheia, pasmo ficava ao céu, estarrecido
Em lutas, dentro de sua cabeça, chorando atônito
Que a cada dia se sente mais entregue, então, envelhecido
Guerreando contra a tendência de um ser indômito.

2 comentários:

  1. Gostei.
    Não sei escrever poemas,mas, reconheço quando são bonitos.
    Estou te seguindo.

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  2. A vida toda se acaba em um segundo, sim...
    e dói.

    Você continua escrevendo magnificamente, meu amor. ♥

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...