sábado, 5 de novembro de 2011

Sou plágio.

Plágio dos is e dos us
Nosso romance se foi com as tremas
Nossa história não teve ponto nos “is”
Calado, sou plágio.
Não sou triste, nem feliz:

Sou plágio

Dos versos que a misteriosa solidão me rabiscou
Como a noite, que me seduzia em seu sexo apaixonado
Como o mar, que apenas à noite, seu amor jurou
Como o Poetinha, que ficou na estação, triste e acabado,

Sou plágio!

Há quem me diga que sou rima,
Mas plagio teu cheiro nos poemas
Heresia!
Até quando foi garota que sorria
Eu te amava calado em telefonemas.

Sou plágio,
A poetisa deixou que o poeta morresse
E ai de quem me lesse!
A coitada virava fel
Zombando do céu
Por ter um Sol na janela,
Que chorava só por ela

Mas, como sou poeta ágil,
Descobri-me plágio
Das rimas que roubei de sua língua.

Um comentário:

(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...