segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Do deus em liquidação.

De silêncio, faz-se o homem
Com sua devoção ao não-amor
Que cria asas e pousa nas mulheres
Definiria isso, tempos atrás, covardia
Porém, o mundo estarrecido
Anda devotando
Um deus
Inexistente. Que comprei na loja por fortunas
Empobreci – de espírito.

Dei meu amor a uma mulher
E a tornei meu deus
Devotei-a. De fato:
Foi criação do mesmo, por que não?
Que susto! O mundo está acabando
Enquanto meus conhecidos suspiram:
"É certo: de dois mil e doze não passa"
Está escrito no real
Que o mundo só acaba
Se faltar reembolso.

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