sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Poesia da mulher superficial.

Cala-te mulher!

Que tuas frases já me ensurdecem.
Seus dias de deusa se foram
Teus olhos esverdeados ganharam lodo.

Portanto, cala-te mulher!

Há dias que os sentimentos crescem
E os sentimentos deixo que morram
Prefiro organizá-los num todo.

Cala-te mulher(!),

Que tua voz não fala tudo o que ouço
Teus dias sufocados na semana
Não precisam ouvir essa imundície.

Portanto, cala-te mulher!

Teus sentimentos se erguem no fundo do poço
Pelos dias vividos na casa-cabana
Mas quem te vê, não passa da superfície.

Cala-te mulher!

Deixe-me quieto
Que todos os versos se dissipem ao te ler
Que todos os mortos te ouçam me recitar

Então, mulher

Quando disseres que a poesia não vai me querer
Faço-me feto
Só pra renascer na essência de te conjugar.

Um comentário:

  1. De uma coisa tenho certeza: a poesia NUNCA, em hipótese alguma, vai deixar de te querer, Passarinha linda. Você é um encanto de menina e tem um coração doce e muito fofo, feito algodão doce! Eu ADORO tudo que escreve, transcreve, discorre, escorre, transmite, sente, chora, canta, chama, ama, grita, sussurra, adormece, recita...Ah! São tantas coisas! Amo ler-te. Sou sua fã, sua leitora incondicional. Beijos, minha pequena, querida e linda Passarinha <3

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...