quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A terrível paixão do Sol por uma humana.

Minha senhora, então, chorava pra Lua:
“Que egoísta você é!
Fazer do meu amor, propriedade tua.”

Mas a Lua não era prosa:
Minha dama chorava na maré,
E ela se exaltava: formosa.

Minha senhora chorava saudade
Me imaginava em todas as ruas
Me desenhava em toda a cidade.

Quando o dia vinha a anoitecer:
Minhas fantasias eram todas suas,
Ajudavam-me aos sonhos tecer.

Na janela, meu Sol reclamava de frio
Enquanto a Lua estava a gargalhar
Mas seu calor sumia quando ele estava vazio.

O Sol, coitado, já estava sem saída:
“Podia uma estrela se apaixonar
Por uma humana tão cheia de vida?”

O mar rugia tão forte
Que nada podia piorar
Criou um plano de morte

Se a danada da menina ousasse
Se atirar contra o mar
Depois de fazer com que o Sol chorasse.

A Lua trouxe a poesia
Que o Sol não quis tragar
Pra ver se ainda te servia.

Por fim, o Sol ficou tentado
A só observar
A menina do outro lado.

- Do mapa ou do mar?

5 comentários:

  1. Mas que delicadeza essa paixão. Tão lindo! Que amorzinho, hein passarinha? Adoro tudo que escreve. Um beijo enorme no seu coraçãozinho lindo. Saudades. Au revoir <3

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  2. Que bonito! Belíssimo!
    Pro amor, tudo é possível. *-*

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  3. Mar, que lindas as tuas palavras, tenho de dizer que transbordaste delicadeza e doçura com elas, é muito gostoso de ler e imaginar, mesmo que seja uma paixão, por assim dizer, terrível. Lembrou-me aquelas velhas cantigas que costumavam sair pela boca de minha bisavó e logo me preenchiam os ouvidos nas tardes da minha infância, é muito bonito mesmo. *~*

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  4. Ops, confundi teu blog com o da Mar. [insira mil risos aqui] Uh, perdão, retire o "Mar" e tome o comentário como verdadeiro, gostei mesmo das palavras, me trouxeram aquela dose básica de nostalgia sabe?

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...