quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poesia da morte tranquila.

Se os dragões não se rendem, pára!
Já entendemos o quanto lutara
Mas os dias se arrastam e os relógios
Dificilmente se preocupam com a demora
Dos atos programados.
Mas se os dragões não se rendem, pára!
Larga tua espada sobre meu peito imóvel
E a minha boca, cala
Com teu lábio ágil
Pousa teu corpo sobre meu corpo frágil
E me silencie na morte
Porque essa doença que me agride
E de ti me afasta
Doerá aos pouquinhos,
Mas se me matar poderá
Ao chorar as tuas dores,
Dizer que por ti eu morri
De amores.
E a minha memória te perseguiria
Por toda tua vida
E de nada doeria
A lembrança perdida
Pois continuará a pensar no nosso amor
E que me matastes por odiar a minha dor.

Um comentário:

  1. Você me surpreende a cada dia, amor. Quando penso que já vi todo o seu talento, você sempre dá mais, sempre encanta mais.
    Muito madura ao expressar-se.

    Eu amei o modo como você encaixou os dragões nessa poesia. Amei.

    Mais uma dentro. :}

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...