domingo, 31 de julho de 2011

Nostalgia disfarçada em solidão.

Gosto de ficar com você durante meus devaneios
E os dias parecem todos iguais sem o seu sussurro
Sua respiração cansada já virou meu alimento
Pela tua risada vista e ouvida perto, anseio.
Questiono-me, durante dias, pareço um casmurro
Desde o último toque, minha vida é um tormento.

O Sol e a Lua intercalam pra aparecer na janela
Parece até que um dia não dura nem trinta minutos
Sei quando é dia, pois o Sol incomoda meu sonho
Quando a noite vem, vou até porta da frente com cautela
Espio no olho-mágico como se fôssemos argutos
E sob o nosso céu que desenhei, em rimas, te ponho.

Meus amigos, coitados, já desistiram de fazer qualquer cousa
Até o meu pobre pai, quando me viu, ficou deveras comovido
A família, finalmente já nem insiste em me medicar
Sou um passarinho, que já nem bate asa ou em janelas pousa
O que eu escrevo em teus papéis já teria me resumido
Mas ainda não seria o bastante para me fazer calar.

Toda semana, quando me envio numa carta aos editores
Sonho em que um dia qualquer eu descubra que tu me lês
E nos meus versos e prosas encontra tua sombra de beleza
Imagino que, então, durante a noite tu chores minhas dores
E penso que um rascunho de homem eu posso ser talvez
Mas que se atormenta, com seus fantasmas, culpando a tristeza.

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