domingo, 19 de junho de 2011

Sobre sentimentos contemporâneos.

Ela tinha a audição tão precisa
Que ouvia o barulho das estrelas
De quando a Terra se movia
E quando acordava: a brisa.

Ela só queria ouvir “eu te amo”
E voltar pra casa, logo depois
Sem esperar o próximo ano
Pra comemorar juntos, os dois.

Ela tinha uma entonação tão bonita
Quando falava que queria alguém
Ela fraquejava e tremia os lábios
E era como se a frase nunca tivesse sido dita
[por ninguém].

Ela tinha os olhos na Lua
E podia ouvir o barulho das estrelas colidindo
E dos meteoros explodindo
Mas nunca caíam na sua rua.

Ela não conseguia enxergar o que estava à sua frente
Mas enxergava o mundo inteiro com os ouvidos
Ela tinha os olhos de ouro
E sentimentos tão valiosos, desses que só a gente sente.

Ela tinha um amor que poderia ser eterno
Mas ninguém pra amar com tanta intensidade
A garota mais bonita da cidade,
Odiava o drama do amor moderno.

4 comentários:

  1. Posso morrer elogiando ou você prefere que eu deixe subentendido o quanto eu o amei?

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  2. Simplesmente adorável. Eu adoro todas as suas poesias. Você tem um gosto amavelmente doce de poesia. Encantador! Beijos minha querida. Au revoir.

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  3. "Ela tinha um amor que poderia ser eterno
    Mas ninguém pra amar com tanta intensidade"

    Lindo, amor, especialmente essa parte.

    Amo você. ♥

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  4. Que coisa mais linda. Admiro essas garotas-estrelas, que mesmo tão distantes de tudo conseguem brilhar tão belamente. O drama do amor moderno impede tantos corações de se aventurar, porque ultimamente é difícil achar esse alguém que ama com tanta intensidade, tão difícil quanto os meteoros caírem na rua da garota mais bonita da cidade.

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...