terça-feira, 5 de abril de 2011

Estória de um moço.

Palavras leves, beijos pesados
Caminhos traçados
Escrevo-te com desconfiança.

Perdi uns trocados pelo caminho
Não sei quanto deu ao total
Mas o bastante pra comprar tua aliança.

Encontrei várias moças de coração parado
Não batia, não tremia, nem amava, ao quadrado
E falei-lhes da esperança.

Aprendi a colorir e pintar e desenhar
A ler, a escrever a amar
Tudo isso, ainda criança.

Da minha classe sempre fui o mais à frente
E pra isso, me fingia de contente.
Pra entender a tal andança.

Me perdi de vez ao me apaixonar
E a moça não era nada de se orgulhar
Mas ainda tentei...
Fiz lambança

Por falar, em lambança, fui artesão
O que me aconteceu?
Furei o coração.

Trabalhei algum tempo como equilibrista
E, no fim, terminei atirado na pista
Chorando lamentação.

Costurei-me asas e fui (me) equilibrando,
Impressionante! Já estava voando.
A vida me passou rápido e como me diverti!
Meu fim? Trágico, mas ainda me ponho a sorrir.
Doei minhas asas a uma moça sem chão,
Que deu pro filho; que deu pro neto
E me eternizo: de geração em geração.

3 comentários:

  1. Suas palavras simplesmente... encantam. *-*

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  2. Amor, que coisa mais linda. Fui bailando junto com o moço.
    Se me permite dizer, na minha opinião essa foi a sua melhor poesia.

    Anotei em meu caderno de lembranças, que é para nunca se perder.

    Lindo, lindo. Estou orgulhosa de você.

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...