segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ponha poesia na prosa da menina.

(- Era uma vez o mar
Que embrulhava o estômago
E cheirava a sal.

Tão vasto
Que contornava o planeta...

A meninha ouvia atentamente a estória
Que ela mesma contava.)

Vi a mocinha colocar o pé na água
E se afastar.
Com a inocência da criança
Com o medo admitido
E o pavor decifrado.

Encosta de mansinho
E com o corpo arrepiado
Se atira, de súbito,
Mergulha com o sorriso levado

Sonhava chegar ao horizonte,
E continuava a nadar.
Tomada pela adrenalina
Mas logo veio o drama
Da criança se afogar.

A mãe gritava, exaltada,
“Volta! Volta! Volta!”
E a menina, despreocupada,
Voltava dos sete metros que nadou
Dos sete próximos do horizonte
Que seu palmo (da mão) quase tocou

Meus olhos encostaram-se à prosa da menina,

Meu coração estremecia
Com a poesia escondida
Nos olhos molhados da menina a me fitar.

3 comentários:

  1. É tão triste o fato de que o horizonte é inalcançavel... Lindo, amor. Muito lindo.

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  2. sempre existirá alguem para falar " volte "
    basta voce querer seguir em frente !

    adorei o blog.
    só de passagem mesmo

    beijos querida, sucesso !

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...