terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Passarinhos na minha janela. Borboletas no meu estômago.




Mergulho em seus olhos,
Nado
No molhado
Gelado,
Maltratado,
Acabado,
Deixado de lado
Por alguém que o fez
Desacreditar
Que há um sentimento
Tão tenro
Como uma flor,
A desabrochar.

Exilo-me
De ti,
Garoto,
Poeta.
Que me rouba
O encanto
Com tanta
Suavidade
De fato, comum.

Impressiona-me,
Atira-me
Uma flecha
Vermelha, cor da paixão
Que encontra meu coração
Que deixa uma brecha
Capacitando a entrada
E saída do amor.

Faz deixar de doer
Antigos cortes
Quase cicatrizados.
Faz a lembrança desaparecer
Faz os meus sonhos
Novamente o trazer
Para perto do meu corpo,
E senti-lo tão junto
De mim.

4 comentários:

  1. Ora, ora, mocinha.
    Além de pássaros na janela e borboletas na boca do estômago, posso apostar que também tens minhocas nas idéias. Mas isso não é da minha conta.
    O poema está lindo, dona moça.

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(Como eu estou escrevendo?) Acrescente suas ideias, estrelinha...